segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ENTRE A QUARTA E A QUINTA TROMBETA

Desvendando o mistério do arrebatamento

A volta de Jesus Cristo a este mundo para livrar os seus santos das mãos e do poderio de satanás e da morte com certeza é o momento culminante de toda a saga bíblica. Tudo aponta para este grande e maravilhoso momento, onde Cristo retorna e leva os seus para viverem com Ele o Milênio enquanto satanás é preso na terra, sem o poder de sequer influenciar mais súditos para seu reino perverso.
Uma das correntes teológicas bem difundidas entre os evangélicos de várias partes do mundo é a de que a volta de Jesus Cristo ocorre mediante o toque da quarta trombeta, o que parece ter fundamento por uma possível interpretação forçada de apocalipse 8:12 que diz:

“E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.”

Por falar dos que habitam sobre a terra, um entendimento que se divulga é que neste momento só ficam os condenados e que a Igreja já teria subido para os céus. Mas... teríamos respaldo bíblico suficiente para provar esta tese? Ou estaríamos frente a um conceito criado pela imaginação humana?
Para saber a verdade, precisamos fazer algo muito simples: ir para a próxima trombeta e analisarmos os sinais desta e compararmos com o tempo em que vivemos, para sabermos se os fatos das próximas trombetas já ocorreram ou se estão ocorrendo em nossos dias.
Analisando o capítulo 9 de Apocalipse temos a narrativa de “uma estrela que caiu do céu” e também da “chave do poço do abismo”. Também temos os gafanhotos que são como “escorpiões” cujo poder foi dado para atormentar os homens.
O verso 4 nos mostra algo que pode esclarecer se Jesus veio ou não na trombeta anterior:

“E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus.”

Seguindo a logica bíblica, o selo de Deus foi dado aos milhares de milhares que aparecem em apocalipse 7:14

“... Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”

Logo, percebemos que estes animais do abismo tinham uma missão de atormentar não os selados por Deus, mas sim os que não guardaram Sua lei e Seus ensinos.
A lei de Deus é o selo, conforme Isaías 8:16:

“Liga o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos.”

O poder destes seres não atinge os que guardaram a fé em Deus e os testemunhos de Jesus Cristo. Não somente souberam informações sobre Jesus, mas viveram pautados por eles, como forma de vida e profissão de fé em Deus.
Por esta razão, estes animais não poderiam fazer dano à erva da terra, nem às verduras nem às arvores. Mas o que isso simboliza?
A erva da terra são os crentes recém-chegados, cuja fé está se ascendendo. Mesmo sendo novos-convertidos, Deus os protegerá, pois passaram pela porta da graça a tempo de serem selados.
As verduras são os crentes que deram frutos e se tornaram ativos na causa de Cristo. Possuem alimento para levar ao mundo e também são protegidos por Deus.
As árvores são as congregações fiéis a Deus, que guardaram o concerto e se fizeram árvores frutíferas uteis para o Reino de Cristo. Tais grupos conservaram a fidelidade e a idoneidade exigidas por Jesus Cristo e assim se fizeram grandes e notáveis entre os povos.
Podemos ver que intencionalmente João é levado a observar este fato, mostrando que todas as três classes de crentes ainda estariam sobre a terra nesta ocasião, para exatamente contrastar com os que receberiam o tormento, e mostrar ao mundo que os escolhidos de Deus seriam protegidos já aqui nesta vida, e obviamente não teriam ainda subido ao céu.
Vamos adiante para entender então qual a figura resultaria o perfil dos animais citados por João:
No verso 7 temos:

“E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.”

Estes gafanhotos tinham armaduras de guerra, e tinham coroas que pareciam ouro, mas não o eram, pois é enfaticamente citado neste verso que eram “semelhantes ao ouro”, ou seja, eram coroas falsas. Estes seres tinham rostos de homens. Aqui um fato curioso que mostra a forma como estes seres realmente pareceriam em sua fisionomia.
Quando João relata que são gafanhotos, ele retrata a essência destes seres, a aparência interna deles, sua real condição perante Deus: gafanhotos comedores de plantações, ou seja, seres enviados do abismo, cuja intenção é nada mais, nada menos que se disfarçarem de homens para poder atacar com suas intenções ocultas, que seriam as caudas cujas feridas causam a dor semelhante ao tormento do escorpião.
O Verso 8 ainda nos leva a conhecer agora o perfil mental destes seres:
“E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões”
Segundo o Apostolo Paulo, o véu da mulher é o seu cabelo (1 Cor 11:1-16) e isso demonstra respeito e pureza de pensamentos, pois em seus dias, as prostitutas raspavam seus cabelos e se tornava visível o que eram por esta forma de sinalização.
No caso dos seres de Apocalipse 9, temos os seres do abismo com um disfarce de “cabelos como cabelos de mulheres”, ou seja, demonstrando em um primeiro momento, uma aparência que se assemelha com a aparência da Igreja Santa de Cristo. Um tipo de conduta que se mistura entre os verdadeiros crentes, e que se torna então até membro nas congregações.
O verso 9 nos deixa um incrível alerta sobre que posto tais seres ocupariam nas congregações:
“E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.”
Conseguiu captar? Sim! Estes são os líderes aparelhados com couraças aparentemente fortes, mas porém são “como de ferro”, de forma que João apenas mostra a semelhança, mas na hora do combate percebemos que não resistirão ao Santo de Israel.
O verso 10 termina de explicar a missão destes enviados do abismo e o efeito de suas picadas:
“E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.”
Este verso retrata as intenções por detrás de tanta aparência falsa, mostrando o real propósito dos gafanhotos enviados deste grande abismo: promover por varias gerações a destruição do evangelho, envenenando os que não estão sadios espiritualmente.
Alguns teólogos estudam este momento como sendo o surgimento do Islamismo, que até hoje tem ceifado a vida de muitos no oriente, fundamentado em Maomé, um suposto profeta que tomou à força a cidade de Meca, matando e assassinando muitos habitantes, e tornando o que restou como seus súditos.
Este tipo de conduta é altamente reprovado pela Palavra de Deus, que diz:

“Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)

Para dar ainda mais veracidade à esta revelação de Cristo sobre as trombetas, temos uma declaração do Apóstolo Paulo que afirma que a última trombeta é o momento em que Cristo retorna e não antes disto:

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1 Coríntios 15:52)

Cristo, em Sua narrativa sobre os sinas da sua vinda, deixa bem claro a sequência dos fatos:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz e as estrelas cairão do céu (primeira até a quinta trombeta)

... e as potências dos céus serão abaladas (sexta trombeta, as pontas do altar).

... Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus"
(sétima trombeta - ARREBATAMENTO DA IGREJA!);
(Mateus 24:29-31)

Como podemos claramente ver na narrativa de Jesus Cristo, são citadas todas as trombetas até que Sua volta seja aparente nos céus.  Não há respaldo algum para que seja Sua volta antes da sétima trombeta, principalmente pelo início de Sua narrativa dizendo que “as estrelas cairão do céu”, o que é comprovado nas cinco primeiras trombetas.
Logo, vemos que o arrebatamento na quarta trombeta não tem respaldo bíblico para ser fundamentado.

O que realmente se aparenta neste fato é que possivelmente os estudiosos possam ter parado o estudo na quarta trombeta, pois perceberam que a quinta trombeta não era interessante, ou simplesmente não conseguiram perceber que se tratava do tema abordado neste estudo, a saber, as últimas lideranças demoníacas que permeariam o seio do Evangelho, tornando-o vítima das teorias baseadas na barganha com Deus, e a teologia da prosperidade presente hoje em muitas congregações.

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