Desvendando o mistério do
arrebatamento
A volta de Jesus Cristo a este mundo para livrar os seus santos das mãos
e do poderio de satanás e da morte com certeza é o momento culminante de toda a
saga bíblica. Tudo aponta para este grande e maravilhoso momento, onde Cristo
retorna e leva os seus para viverem com Ele o Milênio enquanto satanás é preso
na terra, sem o poder de sequer influenciar mais súditos para seu reino
perverso.
Uma das
correntes teológicas bem difundidas entre os evangélicos de várias partes do
mundo é a de que a volta de Jesus Cristo ocorre mediante o toque da quarta
trombeta, o que parece ter fundamento por uma possível interpretação forçada de
apocalipse 8:12 que diz:
“E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz:
Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das
trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.”
Por falar dos
que habitam sobre a terra, um entendimento que se divulga é que neste momento
só ficam os condenados e que a Igreja já teria subido para os céus. Mas... teríamos
respaldo bíblico suficiente para provar esta tese? Ou estaríamos frente a um
conceito criado pela imaginação humana?
Para saber a
verdade, precisamos fazer algo muito simples: ir para a próxima trombeta e
analisarmos os sinais desta e compararmos com o tempo em que vivemos, para
sabermos se os fatos das próximas trombetas já ocorreram ou se estão ocorrendo
em nossos dias.
Analisando o capítulo 9 de Apocalipse temos a narrativa de “uma estrela
que caiu do céu” e também da “chave do poço do abismo”. Também temos os gafanhotos
que são como “escorpiões” cujo poder foi dado para atormentar os homens.
O verso 4 nos mostra algo que pode esclarecer se Jesus veio ou não na
trombeta anterior:
“E foi-lhes dito que não fizessem dano à
erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos
homens que não têm nas suas testas o selo de Deus.”
Seguindo a logica bíblica, o selo de Deus foi dado aos milhares de
milhares que aparecem em apocalipse 7:14
“... Estes são os que vieram da grande
tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”
Logo, percebemos que estes animais do abismo tinham uma missão de
atormentar não os selados por Deus, mas sim os que não guardaram Sua lei e Seus
ensinos.
A lei de Deus é o selo, conforme Isaías 8:16:
“Liga o testemunho, sela a lei entre os meus
discípulos.”
O poder destes seres não atinge os que guardaram a fé em Deus e os
testemunhos de Jesus Cristo. Não somente souberam informações sobre Jesus, mas
viveram pautados por eles, como forma de vida e profissão de fé em Deus.
Por esta razão, estes animais não poderiam fazer dano à erva da terra, nem
às verduras nem às arvores. Mas o que isso simboliza?
A erva da terra são os crentes recém-chegados, cuja fé está se ascendendo.
Mesmo sendo novos-convertidos, Deus os protegerá, pois passaram pela porta da
graça a tempo de serem selados.
As verduras são os crentes que deram frutos e se tornaram ativos na
causa de Cristo. Possuem alimento para levar ao mundo e também são protegidos
por Deus.
As árvores são as congregações fiéis a Deus, que guardaram o concerto e
se fizeram árvores frutíferas uteis para o Reino de Cristo. Tais grupos
conservaram a fidelidade e a idoneidade exigidas por Jesus Cristo e assim se
fizeram grandes e notáveis entre os povos.
Podemos ver que intencionalmente João é levado a observar este fato,
mostrando que todas as três classes de crentes ainda estariam sobre a terra
nesta ocasião, para exatamente contrastar com os que receberiam o tormento, e
mostrar ao mundo que os escolhidos de Deus seriam protegidos já aqui nesta
vida, e obviamente não teriam ainda subido ao céu.
Vamos adiante para entender então qual a figura resultaria o perfil dos
animais citados por João:
No verso 7 temos:
“E o parecer dos gafanhotos era semelhante
ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas
como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.”
Estes gafanhotos tinham armaduras de guerra, e tinham coroas que
pareciam ouro, mas não o eram, pois é enfaticamente citado neste verso que eram
“semelhantes ao ouro”, ou seja, eram coroas falsas. Estes seres tinham rostos
de homens. Aqui um fato curioso que mostra a forma como estes seres realmente
pareceriam em sua fisionomia.
Quando João relata que são gafanhotos, ele retrata a essência destes
seres, a aparência interna deles, sua real condição perante Deus: gafanhotos
comedores de plantações, ou seja, seres enviados do abismo, cuja intenção é
nada mais, nada menos que se disfarçarem de homens para poder atacar com suas intenções
ocultas, que seriam as caudas cujas feridas causam a dor semelhante ao tormento
do escorpião.
O Verso 8 ainda nos leva a conhecer agora o perfil mental destes seres:
“E tinham cabelos como cabelos de
mulheres, e os seus dentes eram como de leões”
Segundo o Apostolo Paulo, o véu da mulher é o seu cabelo (1 Cor 11:1-16)
e isso demonstra respeito e pureza de pensamentos, pois em seus dias, as
prostitutas raspavam seus cabelos e se tornava visível o que eram por esta
forma de sinalização.
No caso dos seres de Apocalipse 9, temos os seres do abismo com um
disfarce de “cabelos como cabelos de mulheres”, ou seja, demonstrando em um
primeiro momento, uma aparência que se assemelha com a aparência da Igreja
Santa de Cristo. Um tipo de conduta que se mistura entre os verdadeiros
crentes, e que se torna então até membro nas congregações.
O verso 9 nos deixa um incrível alerta sobre que posto tais seres
ocupariam nas congregações:
“E tinham couraças como couraças
de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos
cavalos correm ao combate.”
Conseguiu captar? Sim! Estes são os líderes aparelhados com couraças
aparentemente fortes, mas porém são “como de ferro”, de forma que João apenas
mostra a semelhança, mas na hora do combate percebemos que não resistirão ao
Santo de Israel.
O verso 10 termina de explicar a missão destes enviados do abismo e o
efeito de suas picadas:
“E tinham caudas semelhantes às
dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar
os homens por cinco meses.”
Este verso retrata as intenções por detrás de tanta aparência falsa,
mostrando o real propósito dos gafanhotos enviados deste grande abismo:
promover por varias gerações a destruição do evangelho, envenenando os que não estão
sadios espiritualmente.
Alguns teólogos estudam este momento como sendo o surgimento do
Islamismo, que até hoje tem ceifado a vida de muitos no oriente, fundamentado
em Maomé, um suposto profeta que tomou à força a cidade de Meca, matando e assassinando
muitos habitantes, e tornando o que restou como seus súditos.
Este tipo de conduta é altamente reprovado pela Palavra de Deus, que
diz:
“Não por força nem por violência, mas sim
pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)
Para dar ainda mais veracidade à esta revelação de Cristo sobre as
trombetas, temos uma declaração do Apóstolo Paulo que afirma que a última
trombeta é o momento em que Cristo retorna e não antes disto:
“Num momento, num abrir e fechar de olhos,
ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1 Coríntios 15:52)
Cristo, em Sua narrativa sobre os sinas da sua vinda, deixa bem claro a
sequência dos fatos:
"E, logo depois
da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz e as
estrelas cairão do céu (primeira até a quinta
trombeta)
... e as
potências dos céus serão abaladas (sexta
trombeta, as pontas do altar).
... Então
aparecerá no céu o sinal do Filho do homem e todas as tribos da terra se
lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e
grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta os quais
ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade
dos céus"
(sétima trombeta - ARREBATAMENTO DA IGREJA!);
(Mateus
24:29-31)
Como podemos claramente ver na narrativa de Jesus Cristo, são citadas
todas as trombetas até que Sua volta seja aparente nos céus. Não há respaldo algum para que seja Sua volta
antes da sétima trombeta, principalmente pelo início de Sua narrativa dizendo
que “as estrelas cairão do céu”, o
que é comprovado nas cinco primeiras trombetas.
Logo, vemos que o arrebatamento na quarta trombeta não tem respaldo
bíblico para ser fundamentado.
O que realmente se aparenta neste fato é que possivelmente os
estudiosos possam ter parado o estudo na quarta trombeta, pois perceberam que a
quinta trombeta não era interessante, ou simplesmente não conseguiram perceber
que se tratava do tema abordado neste estudo, a saber, as últimas lideranças
demoníacas que permeariam o seio do Evangelho, tornando-o vítima das teorias
baseadas na barganha com Deus, e a teologia da prosperidade presente hoje em
muitas congregações.
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