segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ENTRE A QUARTA E A QUINTA TROMBETA

Desvendando o mistério do arrebatamento

A volta de Jesus Cristo a este mundo para livrar os seus santos das mãos e do poderio de satanás e da morte com certeza é o momento culminante de toda a saga bíblica. Tudo aponta para este grande e maravilhoso momento, onde Cristo retorna e leva os seus para viverem com Ele o Milênio enquanto satanás é preso na terra, sem o poder de sequer influenciar mais súditos para seu reino perverso.
Uma das correntes teológicas bem difundidas entre os evangélicos de várias partes do mundo é a de que a volta de Jesus Cristo ocorre mediante o toque da quarta trombeta, o que parece ter fundamento por uma possível interpretação forçada de apocalipse 8:12 que diz:

“E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.”

Por falar dos que habitam sobre a terra, um entendimento que se divulga é que neste momento só ficam os condenados e que a Igreja já teria subido para os céus. Mas... teríamos respaldo bíblico suficiente para provar esta tese? Ou estaríamos frente a um conceito criado pela imaginação humana?
Para saber a verdade, precisamos fazer algo muito simples: ir para a próxima trombeta e analisarmos os sinais desta e compararmos com o tempo em que vivemos, para sabermos se os fatos das próximas trombetas já ocorreram ou se estão ocorrendo em nossos dias.
Analisando o capítulo 9 de Apocalipse temos a narrativa de “uma estrela que caiu do céu” e também da “chave do poço do abismo”. Também temos os gafanhotos que são como “escorpiões” cujo poder foi dado para atormentar os homens.
O verso 4 nos mostra algo que pode esclarecer se Jesus veio ou não na trombeta anterior:

“E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus.”

Seguindo a logica bíblica, o selo de Deus foi dado aos milhares de milhares que aparecem em apocalipse 7:14

“... Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”

Logo, percebemos que estes animais do abismo tinham uma missão de atormentar não os selados por Deus, mas sim os que não guardaram Sua lei e Seus ensinos.
A lei de Deus é o selo, conforme Isaías 8:16:

“Liga o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos.”

O poder destes seres não atinge os que guardaram a fé em Deus e os testemunhos de Jesus Cristo. Não somente souberam informações sobre Jesus, mas viveram pautados por eles, como forma de vida e profissão de fé em Deus.
Por esta razão, estes animais não poderiam fazer dano à erva da terra, nem às verduras nem às arvores. Mas o que isso simboliza?
A erva da terra são os crentes recém-chegados, cuja fé está se ascendendo. Mesmo sendo novos-convertidos, Deus os protegerá, pois passaram pela porta da graça a tempo de serem selados.
As verduras são os crentes que deram frutos e se tornaram ativos na causa de Cristo. Possuem alimento para levar ao mundo e também são protegidos por Deus.
As árvores são as congregações fiéis a Deus, que guardaram o concerto e se fizeram árvores frutíferas uteis para o Reino de Cristo. Tais grupos conservaram a fidelidade e a idoneidade exigidas por Jesus Cristo e assim se fizeram grandes e notáveis entre os povos.
Podemos ver que intencionalmente João é levado a observar este fato, mostrando que todas as três classes de crentes ainda estariam sobre a terra nesta ocasião, para exatamente contrastar com os que receberiam o tormento, e mostrar ao mundo que os escolhidos de Deus seriam protegidos já aqui nesta vida, e obviamente não teriam ainda subido ao céu.
Vamos adiante para entender então qual a figura resultaria o perfil dos animais citados por João:
No verso 7 temos:

“E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.”

Estes gafanhotos tinham armaduras de guerra, e tinham coroas que pareciam ouro, mas não o eram, pois é enfaticamente citado neste verso que eram “semelhantes ao ouro”, ou seja, eram coroas falsas. Estes seres tinham rostos de homens. Aqui um fato curioso que mostra a forma como estes seres realmente pareceriam em sua fisionomia.
Quando João relata que são gafanhotos, ele retrata a essência destes seres, a aparência interna deles, sua real condição perante Deus: gafanhotos comedores de plantações, ou seja, seres enviados do abismo, cuja intenção é nada mais, nada menos que se disfarçarem de homens para poder atacar com suas intenções ocultas, que seriam as caudas cujas feridas causam a dor semelhante ao tormento do escorpião.
O Verso 8 ainda nos leva a conhecer agora o perfil mental destes seres:
“E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões”
Segundo o Apostolo Paulo, o véu da mulher é o seu cabelo (1 Cor 11:1-16) e isso demonstra respeito e pureza de pensamentos, pois em seus dias, as prostitutas raspavam seus cabelos e se tornava visível o que eram por esta forma de sinalização.
No caso dos seres de Apocalipse 9, temos os seres do abismo com um disfarce de “cabelos como cabelos de mulheres”, ou seja, demonstrando em um primeiro momento, uma aparência que se assemelha com a aparência da Igreja Santa de Cristo. Um tipo de conduta que se mistura entre os verdadeiros crentes, e que se torna então até membro nas congregações.
O verso 9 nos deixa um incrível alerta sobre que posto tais seres ocupariam nas congregações:
“E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.”
Conseguiu captar? Sim! Estes são os líderes aparelhados com couraças aparentemente fortes, mas porém são “como de ferro”, de forma que João apenas mostra a semelhança, mas na hora do combate percebemos que não resistirão ao Santo de Israel.
O verso 10 termina de explicar a missão destes enviados do abismo e o efeito de suas picadas:
“E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.”
Este verso retrata as intenções por detrás de tanta aparência falsa, mostrando o real propósito dos gafanhotos enviados deste grande abismo: promover por varias gerações a destruição do evangelho, envenenando os que não estão sadios espiritualmente.
Alguns teólogos estudam este momento como sendo o surgimento do Islamismo, que até hoje tem ceifado a vida de muitos no oriente, fundamentado em Maomé, um suposto profeta que tomou à força a cidade de Meca, matando e assassinando muitos habitantes, e tornando o que restou como seus súditos.
Este tipo de conduta é altamente reprovado pela Palavra de Deus, que diz:

“Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)

Para dar ainda mais veracidade à esta revelação de Cristo sobre as trombetas, temos uma declaração do Apóstolo Paulo que afirma que a última trombeta é o momento em que Cristo retorna e não antes disto:

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1 Coríntios 15:52)

Cristo, em Sua narrativa sobre os sinas da sua vinda, deixa bem claro a sequência dos fatos:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz e as estrelas cairão do céu (primeira até a quinta trombeta)

... e as potências dos céus serão abaladas (sexta trombeta, as pontas do altar).

... Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus"
(sétima trombeta - ARREBATAMENTO DA IGREJA!);
(Mateus 24:29-31)

Como podemos claramente ver na narrativa de Jesus Cristo, são citadas todas as trombetas até que Sua volta seja aparente nos céus.  Não há respaldo algum para que seja Sua volta antes da sétima trombeta, principalmente pelo início de Sua narrativa dizendo que “as estrelas cairão do céu”, o que é comprovado nas cinco primeiras trombetas.
Logo, vemos que o arrebatamento na quarta trombeta não tem respaldo bíblico para ser fundamentado.

O que realmente se aparenta neste fato é que possivelmente os estudiosos possam ter parado o estudo na quarta trombeta, pois perceberam que a quinta trombeta não era interessante, ou simplesmente não conseguiram perceber que se tratava do tema abordado neste estudo, a saber, as últimas lideranças demoníacas que permeariam o seio do Evangelho, tornando-o vítima das teorias baseadas na barganha com Deus, e a teologia da prosperidade presente hoje em muitas congregações.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

“Ninguém subiu ao Céu”

 Se Enoque, Moisés e Elias já estão no Céu, como explicar a declaração de Cristo de que “ninguém subiu ao Céu, senão aquele que de lá desceu, … o Filho do homem” (Jo 3:13)?

Dr. Alberto Timm
 Quando Jesus declarou, em Seu diálogo com Nicodemos, que “ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que de lá desceu, … o Filho do homem” (Jo 3:13), pelo menos Enoque, Moisés e Elias já estavam no Céu. A respeito de Enoque é dito que ele andou “com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si” (Gn 5:24) e que, “pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara” (Hb 11:5). Sobre Moisés somos informados de que o arcanjo Miguel “contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés” (Jd 9). Quanto a Elias, o texto sagrado fala de um tempo “quando estava o Senhor para tomar Elias ao Céu por um redemoinho” (2Rs 2:1) e que, realmente, “Elias subiu ao Céu num redemoinho” (v. 11). Já no evento da transfiguração de Jesus (ver Mt 17:1-8; Mc 9:2-8; Lc 9:28-36), Moisés e Elias “apareceram em glória” para consolá-Lo a respeito de Sua morte (Lc 9:30, 31). Os espíritas costumam usar esse reaparecimento de Moisés e Elias para sustentar a teoria antibíblica da reencarnação, ou seja, de que uma pessoa pode morrer várias vezes, reencarnando o seu espírito em uma sucessão de novos corpos. Mas o texto bíblico é claro em afirmar que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9:27). Além disso, o pretenso reaparecimento do profeta Samuel para o iníquo rei Saul, relatado em 1 Samuel 28, não passa de uma experiência mediúnica de origem satânica. A Bíblia condena toda e qualquer forma de necromancia, ou seja, de comunicação com os mortos (ver Lv 19:31; 20:6, 27; Dt 18:9-12; Is 8:19, 20), e Saul foi condenado pelo Senhor, entre outras coisas, “porque interrogara e consultara uma necromante” (1Cr 10:13). Portanto, os reaparecimentos de Moisés e Elias não podem ser considerados reencarnações espíritas, e sim, manifestações reais, possíveis apenas porque Moisés fora ressuscitado dentre os mortos e Elias havia sido trasladado ao Céu sem provar a morte. Mas permanece a indagação: se Enoque, Moisés e Elias foram levados ao Céu, como explicar a declaração de que “ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que de lá desceu, … o Filho do homem” (Jo 3:13)? Uma possibilidade de se entender o sentido do texto seria restringir temporalmente a sua abrangência, assumindo que Jesus estava Se referindo apenas aos Seus contemporâneos. Em outras palavras, Jesus estaria dizendo que ninguém vivo em Seus dias havia subido ao Céu. Portanto, a única pessoa daquela época que estivera no Céu era o próprio Cristo, o que Lhe colocava em uma posição única como revelador pleno dos propósitos divinos. Outra possibilidade, talvez mais consistente que a anterior, seria reconhecermos a existência de uma distinção de status entre os três seres humanos levados ao Céu (Enoque, Moisés e Elias) e Cristo que, além de ter vindo do Céu, fizera parte dos conselhos da Divindade. Ellen G. White parece endossar essa posição ao se referir ao texto em discussão (Jo 3:13) com as seguintes palavras: “Jesus Cristo era a Testemunha Verdadeira. Ele declara que veio do Pai” com o propósito de “revelar o Pai” (The Ellen G. White 1888 Materials, p. 885). “Havendo estado nos conselhos de Deus e habitado nas eternas alturas do santuário, todos os elementos da verdade estavam nEle e eram Seus, pois era um com Deus” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 190). Nesse sentido a expressão “ninguém subiu ao Céu” deveria ser entendida, não simplesmente como ser levado ao Céu (como Enoque, Moisés e Elias), mas como participar dos “conselhos de Deus” no Céu (como apenas Cristo). Sem dúvida, a ênfase do Evangelho de João é que “o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1:1).

Fonte: Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2008)

terça-feira, 12 de julho de 2016

Deus e o murmúrio



Veja como muitas vezes somos murmuradores e nem percebemos!

Neste pequeno estudo, mostraremos como Israel foi um povo totalmente ingrato a Deus e obteve de si mesmos, por suas próprias palavras, a recompensa.

Começaremos mostrando os grandes profetas bíblicos e seu reconhecimento a Deus por saber sempre os intentos do nosso coração.

Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nadaencontras; decidi que a minha boca não pecará Salmos 17:3

Davi decidiu não falar contra Deus, e isso lhe imputou um selo eterno de referência como melhor Rei que Israel teve. Decidir não pecar contra Deus envolve também não pecar contra os filhos dEle. Davi jamais falou contra Saul ou contra qualquer de seus inimigos.

Você consegue perscrutar os mistérios de Deus? Pode sondar os limites do Todo-poderoso? 11:7

Justamente por não saber os intentos e limites de Deus, Jó continuava sem reconhecer a imensidão do Todo-Poderoso. Um de seus amigos lhe faz esta pergunta para lhe mostrar o quão pequeno somos em relação aos projetos de Deus.

Deus justo, que sondas as mentes e os corações, dá fim à maldade dos ímpios e ao justo dá segurança. Salmos 7:9

Deus é justo! Não paga em desacordo, e sim recompensa a cada um segundo o que pensa, se bem ou mal. Só Deus sonda os reais intentos do coração do homem.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Salmos 139:23

Davi reconhecendo que precisava ser avaliado por Deus, e também confiar nas providencias do Altíssimo. Suas ansiedades eram depositadas no altar de Deus.

Conhecendo Jesus seus pensamentos, disse-lhes: "Por que vocês pensam maldosamente em seus corações? Mateus 9:4

Os fariseus e saduceus deram bastante trabalho a Jesus, com seus pensamentos de morte e podridão. A inveja eram o maior de todos os seus ideiais!

O Senhor conhece os pensamentos do homem, e sabe como são fúteis. Salmos 94:11

Por vezes pensamos estar “ajudando” a Deus, mas no final das contas, nos pegamos em pensamentos onde nós seremos sempre os beneficiados e não nosso próximo. Davi sabia bem disso.

...mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. 1 Coríntios 2:10

Somente o Espírito Santo de Deus consegue nos mostrar o que Deus realmente quer, até mesmo coisas profundas que Deus tem planejadas!

Senhor, tu me sondas e me conheces. Salmos 139:1

Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente; Salmos 26:2

Davi reconhece que Deus pode sondar e conhecer a todos nós.
 
Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Mateus 15:19

Cristo mostra de onde vêm os maus pensamentos. Nosso coração é a máquina do bem ou do mal. Dele podem vir bons ou maus sentimentos.

Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos", declara o Senhor. Isaías 55:8

... pelo contrário, como homens aprovados por Deus, a ponto de nos ter sido confiado por ele o evangelho, não falamos para agradar a pessoas, mas a Deus, que prova os nossos corações. 1 Tessalonicenses 2:4


O POVO DE ISRAEL NO DESERTO DE SIM

Exodo 15:24 E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: "Que beberemos? "
Exodo 16:2 No deserto, toda a comunidade de Israel RECLAMOU a Moisés e Arão. Disseram-lhes os israelitas: "Quem dera a mão do Senhor nos tivesse matado no Egito! Lá nos sentávamos ao redor das panelas de carne e comíamos pão à vontade, mas vocês nos trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta multidão! "

Disse ainda Moisés: "O Senhor lhes dará carne para comer ao entardecer e pão à vontade pela manhã, porque ele ouviu as suas queixas contra ele. Quem somos nós? Vocês não estão reclamando de nós, mas do Senhor".
Êxodo 16:8

Todavia, alguns deles NÃO DERAM ATENÇÃO a Moisés e guardaram um pouco até a manhã seguinte, mas aquilo criou bicho e começou a cheirar mal. Por isso Moisés irou-se contra eles.

Então o Senhor disse a Moisés: "Até quando vocês se recusarão a obedecer aos meus mandamentos e às minhas instruções?
Êxodo 16:28

Toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sim, andando de um lugar para outro, conforme a ordem do Senhor. Acamparam em Refidim, mas lá não havia água para beber. Por essa razão queixaram-se a Moisés e EXIGIRAM: "Dê-nos água para beber". Ele respondeu: "Por que se queixam a mim? Por que colocam o Senhor à prova? " Mas o povo estava sedento e reclamou a Moisés: "Por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?" Então Moisés clamou ao Senhor: "Que farei com este povo? Estão a ponto de apedrejar-me! "

BEZERRO DE OURO
Então o Senhor disse a Moisés: "Desça, porque o seu povo, que você tirou do Egito, corrompeu-se.
Muito depressa se desviaram daquilo que lhes ordenei e fizeram um ídolo em forma de bezerro, curvaram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: ‘Eis aí, ó Israel, os seus deuses que tiraram vocês do Egito’ ".
Disse o Senhor a Moisés: "Tenho visto que este povo é um povo obstinado. Deixe-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os destrua. Depois farei de você uma grande nação".
Moisés, porém, suplicou ao Senhor, o seu Deus, clamando: "Ó Senhor, por que se acenderia a tua ira contra o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e forte mão?

SATANÁS FUNDIU O BEZERRO
Então eu lhes disse: Quem tiver enfeites de ouro, traga-os para mim. O povo trouxe-me o ouro, eu o joguei no fogo e surgiu esse bezerro! "
Êxodo 32:24

Respondeu o Senhor a Moisés: "Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim.
Agora vá, guie o povo ao lugar de que lhe falei, e meu anjo irá à sua frente. Todavia, quando chegar a hora de puni-los, eu os punirei pelos pecados deles".
E o Senhor feriu o povo com uma praga porque quiseram que Arão fizesse o bezerro.
Êxodo 32:33-35

NA PORTA DA TERRA PROMETIDA
Então toda a congregação levantou a sua voz; e o povo chorou naquela noite.
E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto!
E por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?
E diziam uns aos outros: Constituamos um líder, e voltemos ao Egito.
Números 14:1-4

E disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo? e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele?
Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e te farei a ti povo maior e mais forte do que este.
Números 14:11,12

JUÍZO SOBRE O MURMÚRIO
Porém, tão certamente como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,
E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz,

Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá.
Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança.

Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; tornai-vos amanhã e caminhai para o deserto pelo caminho do Mar Vermelho. Depois falou o Senhor a Moisés e a Arão dizendo: Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim. Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.

sábado, 9 de janeiro de 2016

SEGUINDO A CRISTO


"Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me." (Marcos 8:34)

Cristo nos chama a fazer três coisas extremamente difíceis, se quisermos estar do lado Dele:

1) Negar a nós mesmos
2) Tomar nossa cruz
3) Segui-lo

Uma grande parte das pessoas para no primeiro item, e reclama imensamente, pois, negar a nossa própria essência pecaminosa é algo praticamente impossível aos olhos humanos! Mas Cristo esvaziou-se de si mesmo para se tornar homem e morrer por nós, na morte mais horrível daquela época, morte de Cruz

Em seguida, Cristo nos convida a experimentar o fardo dos nossos próprios pecados e orgulhos, tomando nossa cruz. Isso é importante para que saibamos que o que realmente faz diferença é quando nós sabemos nossas próprias limitações e sabemos nossas características nocivas, que carregamos dentro de nós, olhando sempre pro nosso interior e não para o exterior.

Por último, agora negando a nós mesmos e também com nossa cruz nas costas, teremos que percorrer o caminho do Gólgota e subir com Jesus no madeiro, e junto com ele, crucificar nosso EU e nosso "achômetro", tudo ao mesmo tempo.

É nessa hora que muitos tomam o lugar do mau ladrão, e ainda esperam que Jesus possa deixar o EU viver e continuar a dar trabalho pra Deus. NÃO! Deus quer que sejamos com o ladrão arrependido que exclamou "Este Jesus nada fez, mas nós merecemos morrer".

Sábias palavras de alguém que não queria mais essa vida, de alguém que viu em Jesus um porvir melhor e eterno. O rapaz então mais uma vez, sabidamente faz seu último pedido: "Mestre, lembra de mim quando entrar no Teu Reino!".

O autor da fé e da compaixão não resistiu àquele apelo sincero, de um coração amargurado e arrependido: "Hoje te digo que estarás comigo quando eu apresentar meu Reino ao mundo".

Que possamos ser firmes e jamais negar a Deus, mas sempre negar a nós mesmos, nossos interesses, nossas paixões, nossas angústias, nossos vícios e interesses, e tomemos nossa cruz e sigamos mais a Jesus e menos a nós mesmos!

Graça e Paz a todos os irmãos em Cristo.